sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!!!

Mais um ano chega ao fim.
E a pergunta que não quer calar é: será que 2012 é o último de nossas vidas?
Não sei. Só saberemos no dia 21 de dezembro, dia marcado para acabar o mundo.
Sabe que até que não seria má idéia isso? Do jeito que está, não teremos um futuro muito promissor mesmo...

Mas enquanto estamos aqui, o jeito é sonhar e fazer planos. Eu tenho feito isso e as expectativas para 2012 são as melhores. Agora é rezar pra que Deus ilumine meu caminho e me permita dar os passos certos na direção que pretendo seguir. Aliás, qual é a direção que pretendo seguir? Tá, acho que é o caso de pedir uma orientação espiritual para definir alguns rumos na minha vida, que ainda estão meio confusos.

São muitos desejos e emoções misturadas, que acabam complicando a possibilidade de fazer uma escolha. Mas o importante é ter saúde!!! E a fé de que tudo vai dar pé... daí as escolhas fluem naturalmente.

E no mais ... manerem nos fogos de artifício da virada, porque a cachorrada não merece tanto sofrimento!!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eu tiro o chapéu para ...

Final de ano é tempo de relembrar, de avaliar, de comemorar e de planejar. Pensando nisso, resolvi fazer uma retrospectiva da cultura em Maringá, expondo meu olhar enquanto espectadora e frisando que esse não necessariamente é o posicionamento da Secretaria Municipal de Cultura.

Parabenizo os artistas da cidade pela luta diária. Sei que todos batalham muito para sobreviver e correm atrás das oportunidades. Nesse cenário de guerreiros, destaco algumas iniciativas que, ao meu ver, ganharam em ousadia e brilhantismo. Eu tiro o chapéu para ...

Marcos Trindade
Pela realização do 1º Festival de Teatro de Maringá, que logo no início do ano nos brindou com uma mostra da arte que é produzida na cidade e, mais do que isso, com alguns espetáculos convidados, entre eles "Fulano e Sicrano", do Centro Teatral Etc e Tal (RJ). O evento foi um grande sucesso e esperamos que em 2012 a maluquice se repita.

Cia. de Teatro Expressão de Amor
Pela inauguração do Camarim, um novo espaço cultural que torço para que dê certo. [Foi assunto deste blog logo nas primeiras postagens.]
Achei de muito bom gosto a decoração, super moderna e vinculada com o trabalho e a história do grupo. Espero poder voltar outras vezes para assistir a uma programação teatral de qualidade. O lugar abriu em março.

Flor Duarte

Pelo trabalho incansável à frente da Secretaria Municipal de Cultura. Para mim, entre tantas realizações de sua gestão neste ano, a principal foi o desfile de aniversário de Maringá. Rompeu com a tradição de desfiles diurnos, saiu da avenida onde sempre ocorreu, surpreendeu a população e ainda homenageou um grande nome de nossa cultura, independentemente de qualquer opinião política.

Márcio Alex Pereira
Pela realização da 1ª Mostra de Teatro Contemporâneo de Maringá, projeto de um sonhador, um idealista, um maluco.
Foi um evento longo, com atrações espetaculares, que provou que as pessoas pagam, sim, para ver teatro e vêem, sim, peças alternativas.

Ainda temos outras iniciativas legais, como a implantação do curso de Artes Cênicas na UEM, a realização do festival Maio no Palco (também na UEM), a criação do espaço da Cia. Pedras, que também promoveu um festival de circo e teatro de rua,  entre outras.

Que em 2012, a mesma garra e muita criatividade estimulem nossos artistas para agitar cada vez mais a Cidade Canção.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um dia desses encontrei uma revista Isto É Gente na casa da minha mãe. Tinha o galã Reynaldo Gianecchini na capa e por isso resolvi dar uma folheada. [Achei uma sacanagem a doença dele e, sinceramente, torço pro cara ficar bem.]

 Então me deparei com o relato da reforma realizada no Teatro Itália, no centro de São Paulo.Num depoimento o atual diretor do teatro, o baiano Erlon Bispo, explica como tudo aconteceu. Quando soube que o teatro iria voltar para as mãos do Estado pelo fato de estar muito decadente e abandonado, fez uma proposta ao Conselho do Circolo Italiano, que administra o prédio: faria uma reforma completa, mesmo que para isso não tivesse o apoio financeiro de ninguém.

Segundo a reportagem, em 32 dias Erlon e alguns amigos construiram um novo sistema de ar, refizeram o banheiro e os camarins, construiram um café e um foyer, montaram uma sala de costura e confeccionaram cortinas e almofadinhas, pintaram tudo e cuidaram dos detalhes técnicos.

O colunista Paulo Borges (Isto é Gente) doou pufes, tecidos e cadeiras e por isso foi homenageado emprestando seu nome à sala de espetáculos. O sócio Pedro Caldas levou de Salvador um caminhão cheio de móveis de seu acervo de cenografia. O Terraço Itália doou cadeiras e também patrocinou um coquetel no dia da inauguração do espaço.

O primeiro espetáculo a se apresentar foi "Eu te amo mesmo assim", com direção de Jô Abdou. Os diretores pretendem oferecer uma programação divertida e com preços acessíveis, fazendo uma ponte entre o teatro baiano e Sampa. Mais informações www.teatroitalia.com.br

Achei a história linda e impressionante, mas há horas estou procurando fotos e outras informações na internet e não encontro nada. Como pode uma história como essa não ser mais divulgada? Deveria servir como exemplo e motivação para muitos artistas e produtores culturais por aí. Deveria mostrar ao cidadão comum a importância da cultura e o quanto ela é capaz de mobilizar.

Adoro essas histórias.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

De volta ... novidades!

A vida moderna é uma correria só. Todos usam a falta de tempo como desculpa para as coisas que deixam de fazer. Tenho visto isso com freqüência e eu mesma sou adepta dessa lorota, pois passa uma impressão de que somos verdadeiramente ocupados e importantes.

Tentarei apresentar alguns motivos reais para a minha falta de tempo, ainda que isso não esteja interessando a ninguém nesse momento. Ninguém perguntou porque eu não posto há alguns dias. Bem, vamos lá:

1. Eu criei um novo blog, muito interessante por sinal. Entre lá, siga, indique e ajude. O endereço é http://www.osbichosladecasa.blogspot.com/ Tenho recebido diversos emails e comentários de apoio e isso está me deixando bem feliz. Aceitamos também sacos de ração!

2. Desde o último domingo eu sou mãe. Calma, não se assutem! Adotei um gato bebê e ele e seu charme estão roubando a minha atenção. Estou adorando passar o tempo olhando para ela, brincando com ele e cuidando também, claro! Filho dá trabalho, né?

Meu gato tem cavanhaque, pô!

3. Estou fazendo um curso online no Sebrae. Preparando-me para novos e difíceis tempos que logo hão de chegar. Buscando novas oportunidades, a realização de sonhos, uma mudança de estruturas. Mas isso são planos para médio e longo prazo. Não se empolguem demais!!!

4. Tenho cuidado muito da minha mãe. Estamos bem próximas e vez ou outra ela enfrenta momentos difíceis, tristezas grandes e tudo o mais. É muito difícil enfrentar uma perda, mas quando temos o apoio de alguém fica menos ruim.

5. Trabalho!
Aquela Secretaria de Cultura não pára nunca. É um enrosco atrás do outro. Adoro estar lá, mas também esgota corpo e mente. É bom parar e ficar um tempinho sem fazer nada em casa. A próxima empreitada é o 3º Festival de Teatro do Estudante, que começa dia 11 e termina dia 17. Ou melhor, termina dia 20 com a noite de premiação.

Ok, agora que já postei nos blogs vou estudar ...
mas que sono!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Das coisas que eu gostaria de ter dito ...

Fim do ano de 2010. Praia de Ipanema / PR.

Eu te amo muito.
Obrigada por tudo o que fez por mim.
Desculpe minhas falhas, minhas ausências, minhas grosserias.
Você é a melhor tia do mundo.
Saudade dói, viu?
Feliz aniversário.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Meu melhor amigo

Eu tenho um amigo verdadeiro.
Tá, você pode pensar que um amigo é muito pouco para quem é da área de humanas, trabalha com comunicação e está envolvida com arte até o pescoço.
Tudo bem, pode ser.  Eu não sou muito popular mesmo.
Bem que gostaria de ter mais alguém com quem contar. Alguém para me acompanhar ao teatro, sair para conversar nos dias tristes, compartilhar os problemas e os sonhos. Amigos fazem falta, pô.
Mas amigo a gente não escolhe, simplesmente tem.
Meu amigo verdadeiro é aquele que, em apenas uma conversa rápida, tranqüiliza o meu coração que sofre há dias.
É aquele capaz de me dizer tudo aquilo que eu não quero ouvir, mas também ressalta minhas qualidades e eleva minha auto-estima.
É aquele que, depois de quase quinze anos de amizade, ainda é capaz de fazer planos mirabolantes e sonhadores. 
Ele me traz orgulho como pessoa e como profissional. Me serve como exemplo, como referência e modelo daquilo que quero ser quando crescer.
Também me deixa triste, é verdade. Tenho ciúmes, sinto falta, tenho raiva das amigas que recebem dele mais atenção e mais tempo do que eu.
Há momentos, porém, em que atitudes dizem mais do que palavras.
Há momentos em que palavras dizem mais do que atitudes.
E você, em palavras e atitudes, já disse tudo o que uma pessoa gostaria de ouvir de um amigo.
Houve momentos em que eu cheguei a achar que nossa amizade já tinha se esgotado. Afinal, como te disse uma vez, nada é para sempre.
Achei que precisava me distanciar e deixar você viver seu mundo e suas amizades, que já não fazem parte do mesmo mundo que eu.
Entretanto, meus últimos contatos foram tão bons que serviram de alento pro meu coração ansioso e angustiado.
Percebi que me faltou compreender que os caminhos mudam, as pessoas mudam, as escolhas mudam, mas o amor e a amizade permanecem.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Concurso de Ensaio

Estão abertas as inscrições para o Concurso de Ensaio "A construção da identidade: origem e história de Maringá". São os últimos dias: mande seu trabalho até o dia 20 de setembro pelo site www.maringa.pr.gov.br/concursodeensaio 

Mais informações abaixo:
A ação é uma realização estadual do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR), que em Maringá é coordenada pela Secretaria de Cultura - Gerência de Patrimônio Histórico.

O concurso foi instituído para celebrar os 50 anos e os 60 anos dos municípios paranaenses criados por meio das leis estaduais de 1961 e 1951, respectivamente. É um projeto de cooperação entre as Prefeituras Municipais e o IHGPR, sob a orientação geral do instituto.

Os objetivos são enriquecer a bibliografia existente sobre a História de Maringá e, por extensão, a História do Paraná; fortalecer o sentimento cívico do município e o cultivo das tradições culturais locais; e estimular o amor ao município e, por extensão, o amor ao Paraná.

O concurso é aberto para professores, estudantes, historiadores, pesquisadores, pioneiros e integrantes de outras áreas de atividade, moradores há pelo menos dois anos na cidade de Maringá e interessados na História do Município, nas tradições culturais e no processo de construção da identidade local.

Os interessados em participar do concurso de ensaio podem consultar o regulamento e fazer as inscrições no site. O primeiro colocado da etapa maringaense do concurso irá representar a cidade na etapa estadual, organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Até dez ensaios inscritos poderão ser premiados com a publicação da 1ª edição de um livro com tiragem de dois mil exemplares, dos quais cada autor receberá uma cota de 20 exemplares.

Serviço: Informações ou dúvidas sobre a etapa maringaense do concurso podem ser esclarecidas pelo telefone (44) 3218-6120 e pelo email patrihist@maringa.pr.gov.br

Cansaço

Dormir cansa. Comer cansa. Beber cansa. Andar cansa. Pensar cansa. Trabalhar cansa. Namorar cansa. Assistir TV cansa. Escrever cansa. Ler cansa. Rir cansa. Chorar cansa. Viver cansa.

Tô muito cansada hoje.

Ortomau

Gente teimosa só se ferra.
Quando eu estava montando a minha casa, comprei uma cama box em uma loja no Shopping Cidade. Tive diversos problemas lá, tais como atraso na entrega, falta de um produto que comprei e não foi entregue até hoje, mau atendimento da vendedora, entre outros.

Passado mais de um ano, minha mãe precisou comprar um colchão de solteiro. Aproveitamos o feirão da mesma loja e insistimos no erro. O vendedor até foi simpático, me garantiu que entregaria o colchão no dia 08 de setembro. Poxa, nós desistimos da compra em outra loja, onde compramos uma caminha de solteiro e lá o colchão estava mais caro. No entanto, o ditado é sábio: o barato saiu caro. Resultado: a cama chegou dia 08 e o colchão, até hoje nada.

Será que se eu desejar a falência da loja eu vou pro inferno?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Abracadabra" não é apenas um espetáculo de teatro. É também uma experiência em que o público participa ativamente da construção da peça e, como um rato de laboratório, é testado até o fim.

O resumo do espetáculo consiste no papel que cabe ao espectador: algumas pessoas recebem as lanternas que serão, única e exclusivamente, a iluminação do teatro. Elas decidem o que receberá atenção, escolhendo entre iluminar o rosto do ator ou a frestinha da porta do camarim.

Em Maringá, muitos estranharam seu papel em silêncio. Alguns preferiram iluminar o rosto dos outros e pensaram serem novamente crianças. Outros, ainda, não entenderam a proposta e, exatamente por sua ignorância, rejeitaram-na.

O ator Luiz Päetow propõe um jogo de palavras que não necessariamente conta uma história. Eventualmente surgem frases de efeito, interessantes ou engraçadas, que descontraem o público.

Cortar-se em cena chocou mais do que sair dos fundos do teatro, num ar sombrio, com 40 lanternas iluminando em todas as direções. Uma hora depois, Päetow passa a fazer longas e silenciosas pausas, entremeadas por falas improvisadas, deixando em evidência o comportamento do público. Aí têm início as cenas mais interessantes.

Constrangido, boa parte do público demora a conseguir levantar e ir embora, precisando do empurrãozinho dos mais corajosos. Entre aqueles que ficam instaura-se uma competição para ver quem resistirá mais tempo, como se o último a sair fosse o vencedor de uma prova importante.

Na Cidade Canção, algo de bizarro aconteceu. Rapazes e moças com ares “paz e amor” deixaram aflorar seu lado mais autoritário. Por algum motivo misterioso, botaram na cabeça que a peça acabaria quando todas as luzes se apagassem. Não se conformaram com as pessoas que queriam ficar e tentaram obrigá-las a sair na base da provocação.

A resposta do ator a esse desrespeito – por parte de um pequeno grupo, é preciso deixar claro – foi o silêncio total. Imóvel no centro do palco, a pele clara realçada pela roupa escura, ele apenas esperava a última lanterna se apagar. Quase quatro horas depois, as portas do teatro se fecharam e muitas cabeças se abriram para novas possibilidades.   

Estou fazendo a Assessoria de Comunicação deste evento que promete ser um divisor de águas na história de Maringá: a 1ª Mostra de Teatro Contemporâneo.

Pelas mãos de meu amigo Márcio Alex Pereira, eu realizo o sonho que venho acalentando há muito tempo, que é o de trazer grandes espetáculos para esta cidade que, no meu entender, vive uma ótima fase em sua vida cultural.

Como cidadã maringaense e como espectadora da arte, estou radiante e otimista. Estou também muito orgulhosa do Márcio Alex (diretor geral) e de sua equipe, que reúne nomes competentes como Murilo Lazarin, Paulo Campagnolo, Joaquim dos Santos e Suelen Pereira. Juntos eles conseguiram surpreender até a si mesmos e trazer pela primeira vez em um só evento o Centro de Pesquisa Teatral, coordenado por Antunes Filho; a Companhia do Latão e atrizes do quilate de Susan Damasceno e Juliana Galdino.

A Mostra está um grande sucesso, na primeira semana os ingressos estavam quase esgotados ...
Mais informações pelo site http://www.mtcontemporaneo.art.br/ e pelo blog http://www.blogdamostratc.blogspot.com/
Vida longa à Mostra!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Notinhas

LUTO

O teatro brasileiro perdeu hoje um de seus grandes nomes, Ítalo Rossi. Uma pena. Ao menos ele deu sua contribuição às artes cênicas.

LEITOR

Agradeço ao Sesc Curitiba por me proporcionar a sensação de que alguém sabe que este blog existe.

TEATRO

E está chegando a 1ª Mostra de Teatro Contemporâneo de Maringá, um evento feito na raça pela Teatro & Ponto Produções Artísticas. Mais informações em breve. O evento tem tudo pra ser um sucesso, pois a organização é das melhores: Márcio Alex Pereira, Paulo Campagnolo, Murilo Lazzarin, Joaquim dos Santos e outros.

PIZZA

E tudo acaba em pizza: estou vendendo rodízio na Donky por R$ 15 em apoio ao festival. Comprem!

Arrastão da solidariedade

Hoje recebi o seguinte e-mail (com alguns cortes):

"O Provopar de Maringá e o Corpo de Bombeiros estão organizando o Arrastão da Solidariedade para arrecadar donativos para o dia mais frio do ano. A previsão do tempo para esta noite e para a manhã desta quinta-feira (4) em Maringá é de 1 grau. A ação vai concentrar esforços para atender a população de rua no Albergue Santa Luiza de Marillac. Quem puder doar roupas de frio, cobertores, calçados em bom estado e alimentos pode procurar as unidades do Corpo de Bombeiros e o Provopar.

  Segundo o tenente do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros, Nivaldo do Rego, cerca de 50 pessoas estarão mobilizadas para receber as doações, separar e encaminhar para a população. Os voluntários vão trabalhar em regime de plantão durante toda a noite até o amanhecer no Posto Central do Corpo de Bombeiros (avenida Paraná esquina com a rua Benjamim Constant). “Também vamos fazer uma ronda pela cidade com quatro viaturas para recolher a população de rua e encaminhar para o albergue”, explicou.

  A ação vai acontecer em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc), que vai beneficiar a população atendida pelo Serviço de Abordagem a Moradores de Rua. A Polícia Militar também será acionada para repassar ao Corpo de Bombeiros as ocorrências de moradores de rua que precisarem de atendimento.

  As doações podem ser feitas no Albergue Santa Luiza de Marillac (rua Fernão Dias, 840) e nos cinco postos do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros – Quartel Central (avenida Paraná esquina com a rua Benjamim Constant), Jardim Alvorada, Maringá Velho, Vila Operária e Iguatemi."



Acho lindo e necessário, está mesmo muito frio.
E me pergunto: quem fará isso pelos cachorros?


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Notinhas

Financie um projeto

Há alguns dias descobri algo interessante. É o Catarse, um site de financiamento colaborativo de projetos. Lá A Banda Mais Bonita da Cidade conseguiu captar mais de 100% para a gravação de seu primeiro CD. A doação vem de pessoas comuns, que podem dar de R$ 10 a R$ 300 e em troca recebem algum agrado, dependendo da quantia. Qualquer pessoa também pode enviar o seu projeto e, caso ele não seja bem sucedido, as doações são devolvidas aos respectivos donos. Acho muito bacana quando a internet é usada para fins como este. Mais informações: http://catarse.me/pt

Direitos autorais

Estou curiosa para saber das novidades sobre a Lei de Direitos Autorais. Modificações foram discutidas com a sociedade e, com a popularização cada vez maior da internet e dos blogs, já estava na hora de surgirem mudanças. Da mesma forma ocorre com a Lei Rouanet.

ONG

Estou estudando como criar uma ong de proteção aos animais. A idéia é oficializar um trabalho que já existe na prática há muitos anos na minha família. Estamos com uma quantidade muito grande de cães e gatos, gastando uma grana e tanto com eles e precisando de ajuda. Não sei se conseguiremos resolver o problema, mas precisamos tentar os caminhos possíveis. O que não dá é para ficar com os braços cruzados diante das injustiças cometidas contra os animais neste mundo. Se fizermos o que estiver ao nosso alcance, diminuimos um pouquinho da tragédia.

Teatro Oficina é tombado como patrimônio histórico

Atores usam todo o espaço nas peças
O Teatro Oficina Uzyna Uzona teve seu tombamento homologado no último dia 18 e agora é patrimônio histórico brasileiro.

Para tristeza do vizinho Silvio Santos, com a decisão o prédio passará a contar com todas as prerrogativas do Decreto-Lei nº 25, como, por exemplo, a impossibilidade de ser demolido, restaurado, pintado ou reparado sem autorização especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Criado em 1958 por um grupo de estudantes de Direito, o Oficina tem como sua figura central o diretor José Celso Martinez Corrêa, responsável pela famosa montagem de "O rei da vela" (1967) e da recente saga "Os sertões", cinco peças que somam mais de 30 horas de espetáculo.

O Teatro Oficina (o grupo) é um representante do movimento tropicalista e do movimento antropofágico de Oswald de Andrade, que até hoje serve como inspiração para os trabalhos. É a "oficina de florestas" citada na música "Sampa", do Caetano.

Zé Celso é hoje uma das mais importantes referências do teatro brasileiro, sendo também a mais polêmica de todas. Para ele eu tiraria meu chapéu, se acaso usasse um. Sou uma admiradora de seu trabalho e gostaria muito de ver "Macumba Antropófaga", sua próxima montagem, que estréia em 16 de agosto.

Seria uma boa oportunidade de conhecer o teatro, pois estive lá certa vez mas não me deixaram entrar. Vale lembrar que o projeto do teatro é da importante arquiteta Lina Bo Bardi, também responsável pelo Masp. Só por isso já valeria a pena conhecer.

Rua Jaceguai, 520, Bixiga - SP

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O homem dos sonhos

Toda vez que eu vejo uma belina eu me lembro daquele vendedor de sonhos.

- "Marca um pra mim aí", eu dizia pra ele. E pegava um sonho. O João também, ia em busca de seus sonhos e sempre levava dois.

Era assim toda quinta-feira.

Todos esperavam, reclamavam quando ele não aparecia. "Fomos abandonados", diziam.

Até que um dia ele parou definitivamente de vir. Mas tudo bem, nós sabíamos que ele ainda estava por aqui.

Hoje eu vejo uma belina - e elas tem aparecido aos montes, é a lei da atração - e sei que ele não pode estar lá. Daquelas mãos eu jamais voltarei a pegar qualquer coisa.

E se isso já é triste, pior do que a minha tristeza é a dela.
Daquela que perdeu o homem dos seus sonhos.

sábado, 16 de julho de 2011

O fim

Um dia eu estava na minha festa de aniversário, no outro estava em um velório. Assim é a vida.

A Secretaria de Cultura de Maringá está de luto. Em menos de um mês, três funcionárias tiveram perdas significativas em suas vidas: o marido da colega Débora foi assassinado com três tiros. Ela recebeu a notícia cinco minutos depois de sair da minha festa. O marido da Sandra, nosso querido Gê, sofreu um acidente de automóvel e faleceu. Ele dirigia uma ambulância, tinha acabado de deixar um paciente em outra cidade e estava retornando. O enterro foi no dia de seu aniversário de 51 anos. Foram duas perdas em circunstâncias trágicas.

Ontem a mãe da Shirley, que estava fazendo tratamento contra um câncer de mama, não resistiu e veio a óbito. Hoje fui ao enterro e até agora estou deprimida. Fico imaginando o quanto deve ser dolorido perder uma mãe. No caso dessa minha colega, há poucos meses ela perdeu também o pai.

Esses fatos me trouxeram muitos pensamentos.
Fiquei pensando no quanto é importante formar uma família, pois é muito triste não ter no velório a quantidade suficiente de parentes homens para carregarem o caixão. Também pensei na tristeza que é ter um velório com caixão lacrado. Parece ainda mais injusto quando se trata de uma pessoa tão gente fina. Pensei no quanto são fortes as minhas colegas de trabalho, pois lá há outras mulheres que já perderam seus companheiros, suas mães, seus pais e nem por isso perderam a vontade de viver.

A lição que fica é que o corpo se vai, mas a lembrança, o amor e a saudade são para sempre. E só.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Que frio da peste!

Ainda bem que o povo lá de cima esperou a minha festa passar para abrir as portas das geleiras. Caiu um frio arretado pra cima de nóis. Putz grila! Tá uma dureza levantar de manhã, tomar banho, fazer xixi ou qualquer coisa que exponha o corpo à temperatura ambiente.

Talvez eu devesse gostar das baixas temperaturas, pois nasci numa tarde congelada, segundo conta a minha mãe. Deve ser porque o dia cai exatamente no meio do ano - já fiz as contas. Todos os anos meu aniversário é em um dia frio. No entanto, isso só provocou em mim a reação contrária.

Não gosto de temperatura excessiva, nem frio nem calor. Sinto que o frio é pior por que a gente engorda. Come mais e usa mais roupas com o objetivo de se aquecer.

Fico triste pensando nos bichinhos indefesos que vivem nas ruas e não tem ajuda de ninguém. Sequer podem fazer uma fogueira para se esquentar. Não tem abrigo para se refugiar. Isso dói.

Eu tô dentro de casa, cheia de roupa, ouvindo uma música animada dos anos 80, tomando leite quente e ainda assim sinto frio. Imagina quem está lá fora na chuva e no vento gelado das 22h???

Deus abençoe.

Agradecimentos

Ao meu irmão Moysés, por botar pilha, pesquisar, indicar, recomendar, cobrar, slecionar repertório anos 80, servir de DJ, motorista e tudo o mais.

A minha mãe, que acabou bancando algumas coisas por vontade própria, fez as barras das toalhas, comprou os arranjos da mesa, entre outras coisas.

Ao Raul, que me ajudou a fazer o convite e o mapa do local da festa.

A minha irmã, que me ajudou na preparação do ponche.

Ao João Henrique, meu amigo fofo que eu até me esqueci de citar o nome no dia, mas ele me deu uma ajuda importantíssima com as caixas de som.

Ao amigo Ivan Amorim, que fotografou a festa por um precinho super camarada.

Ao meu pai, que comprou sacos de gelo e deu o apoio moral, vindo de Curitiba para me prestigiar.

A Dona Eunice, que fez os doces, os salgados e o bolo com carinho, bom preço e ainda me deu de presente um cento de coxinha!

Aos colegas da Secretaria de Cultura, em especial Márcia Santa Maria, Elisandra, Tânia, Mayara, que me passaram contatos para conseguir doces, salgados, bolo, garçons, etc

Aos amigos que me ouviram por dias e dias, horas e horas e deram dicas importantes. Em especial ao Tico, que passou o contato para fazer as pulseirinhas e a Evie que deu várias ideias.

Aos amigos Rogério, Carol e Evie, que vieram de São Paulo e Well e Gi, que vieram de Curitiba especialmente para a minha festa. Vocês fizeram eu me sentir importante!

Aos amigos Tiago e Danilo, por terem sido os únicos que foram caracterizados.

Será que dessa vez eu esqueci de alguém?

Envelheço na cidade

Desculpem a ausência, mas passei o último mês envolvida na organização da minha festa de aniversário. Considero que, aos 30, fiz a primeira festa da minha vida. Pelo menos a primeira em que eu precisei cuidar dos preparativos, tirar dinheiro do bolso e tudo o mais. Só que eu não posso usar aqui a palavra "sozinha", pois eu tive várias pessoas que me ajudaram, de um jeito ou de outro.

Foi uma missão bem complicada esta. Eu não tinha a menor idéia do que fazer. O conceito da festa mudou várias vezes, assim como a data e o local. Na verdade, o negócio só saiu mesmo porque uma pessoa mais prática e objetiva tomou a frente: meu irmãozinho querido. Lá de Curitiba ele foi capaz de me ajudar com tudo. Viva a internet!

Meu convite!

O local da festa foi incrível. Grande, acolhedor, bonito, limpo e organizado. A data foi cinco dias antes do meu aniversário. O tema foi Anos 80 - que procurei lembrar em alguns detalhes, mas sem radicalismo. Os convidados foram alguns poucos amigos, família e colegas de trabalho (cerca de 60 pessoas).

Para comer, doces e salgados. Num baleiro, alguns docinhos mais "antigos", como dadinho, bala de doce de leite e guarda-chuvinhas de chocolate. Para beber, refrigerante tradicional (coca-cola e guaraná) e sodinha, além de ponche, energético e um cheirinho de whisky. Na decoração, fiz toalhas de xita com várias estampas, discos de vinil pendurados e só. Fiz um vídeo com fotos para mostrar antes dos parabéns.

Acho que deu certo, tirando alguns imprevistos que foram solucionados. Foi uma "matinê", já que tinha um bocado de criança e, como começou às 20h, lá pelas 23h-00h o povo começou a ir embora. Só sei que sobrou bastante coisa e perto das 3h eu estava em casa guardando cervejas na geladeira.

Valeu a pena.
Ainda não tenho fotos para postar, só agradecimentos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Analogia besta

Sabe quando você é apaixonado por um perfume que deixa de ser fabricado?
Quando você vira freguês de uma padaria por causa do sabor único de uma torta que vende lá e de repente o negócio muda de dono e de cozinheiro e a torta muda de gosto?
Você sabe o que é estar do lado de fora da festa, ouvindo os gritos de alegria lá dentro sem poder entrar?
Dá um pouquinho de tristeza, um desapontamento, uma decepção.
É ruim, né?
Pois é, estou sentindo isso agora.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Protestos do dia

1. Notícia do jornal O Diário do Norte do Paraná informa que um "homem" abusou sexualmente de uma cadela no centro de Maringá, em plena luz do dia. As pessoas que viram a cena quiseram linchá-lo, mas a Polícia Militar impediu. Os comerciantes e entregadores de panfletos do local disseram que essa é uma cena comum. Só não explicaram por que é que nunca ninguém fez nada. O homem foi liberado e a cadela foi encaminhada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), onde provavelmente acabará sendo sacrificada em poucos dias.

Será que as pessoas acham que quem é capaz de fazer isso com um cão não pode repetir com uma criança? É isso que vão esperar acontecer para tomar uma providência?

Fonte: http://maringa.odiario.com/policia/noticia/415034/homem-faz-sexo-com-cachorro-e-quase-e-linchado/ 

2. Não suporto mais andar de ônibus lotado, atrasado, demorado, etc. E fica muito pior dependendo da companhia. Definitivamente, crianças são criaturas chatas. A maior parte delas é mesmo insuportável. E porque elas acham que podem ficar esbarrando, batendo e pisando em você? E nós não podemos fazer nada, nem olhar de cara feia. Hoje uma peste chutou o meu pé, eu reclamei e a mãe disse: "oque que você tá invocando com a menina?" E ainda qustionou: "ela te chutou mesmo? tem certeza?"

Ã? Ah! Esqueci. "Os outros estão sempre errados, meu filho não."

3. Maringá está ficando cada vez mais suja.
Uma matéria de 2010 do jornal O Diário diz que é possível encontrar por mês até 120 sofás despejados nas ruas da cidade. Isso é um absurdo. E não venham me dizer que é culpa da Prefeitura, por que na frente da minha casa não tem lixo nem sofá. Tudo que eu coloco na lixeira é regularmente recolhido.
O problema é o povo sem educação e sem cultura que joga no chão desde o papel de bala até o computador velho e os restos do guarda-roupa desmontado. Até quando vai ser assim?

Aff.

Fonte: http://www.odiario.com/maringa/noticia/233634/maringaenses-jogam-nas-ruas-ate-120-sofas-por-mes/

Parabéns, maninho!

Eu e meu irmão Moysés em Curitiba

Dia 12 de maio é aniversário do meu irmão mais velho. O meu irmão que, de longe, tem a moral de organizar uma festa de aniversário, consertar um computador, comprar um celular, fazer qualquer coisa ... só falta trocar a lâmpada!

Sou fã desse cara. Pela sua inteligência, seu senso de humor, sua amizade, seu carinho, seu dom de cozinhar, seu jeito de viver a vida, resolver os problemas, enfim. Por isso hoje quero deixar registrada a minha saudade, o meu amor, os meus agradecimentos e os meus votos de felicidades.

Parabéns!!!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Femucic 2011 - selecionados


A HISTÓRIA DA VIOLA - Kleuton & Karen - Ceilândia/DF
A ROSEIRA DO QUINTAL - Doriane Conceição - Curitiba/PR
ACERTO DE CONTAS - Grupo Nhambuzim - São Paulo/SP
ADAMORNIZANDO - Grupo Sapecando no Choro - Belém/PA
AGUA DE QUARTINHA - Grupo Baião de Três - João Pessoa/PB
ALUGADO - Alcyr Guimarães - Belém/PA
AMAZÔNIA - Ketlen Nascimento Gomes - Manaus/AM
ARITICUM - Os Galdinos - Cândido Mota/SP
BOBEIRA - Clayton Henrique - Maringá/PR
CANÇÃO QUE VEM DO AMAPÁ - Cley Luna - Macapá/AP
CANTIGA DE LOUCO - Grupo Baião de Três - João Pessoa/PB
DANÇA OCULTA - Milton Campos - Cascavel/PR
DANZA E CONTRADANZA - Fernando Deghi - São Bernardo do Campo/SP
DE AUCKLAND À CURITIBA - Grupo Jacarandá Brasileira - Curitiba/PR
DE ENCOMENDA - Grupo Sapecando no Choro - Belém/PA
DEMÔNIO DE BATOM - Patrícia Bastos - Macapá/AP
DO ENCONTRO À DESPEDIDA - Guidi Vieira e Marlon Mouzer - Rio de Janeiro/RJ
ELITE NA POEIRA - Pedro Carreiro e Fabiano - Teodoro Sampaio/SP
ENTRE SINOS E O INVISÍVEL - Aluísio Coelho Barros - Curitiba/PR
ESTRADA FUNDA - Grupo Só Trio - Maringá/PR
EU SOU CABOCA - Patrícia Bastos - Macapá/AP
FESTA DA 991 - Trio Ternura - Maringá/PR
GENUINAMENTE CAIPIRA - Kleuton & Karen - Ceilândia/DF
JÁ ESTOU PRA CHEGAR - Tony Pelosi e Marfiza de França - Rio de Janeiro/RJ
LUA JÁ VEIO - Priscilla Pontes - Curitiba/PR
LUNA SERENA - Lucas & Rômulo - Teresina/PI
MALIGNA - Matheus Brant - Belo Horizonte/MG
MANSIDÃO - Milton Campos - Cascavel/PR
MEMÓRIAS DE UM VIAJANTE - Fernando Deghi - São Bernardo do Campo/SP
MILONGÃO CABORTEIRO - Tiago Souza e Grupo - Vera Cruz/RS
MISTURA - Grupo Estação Copacabana - Maringá/PR
NOITE & DIA - Madan - São Paulo/SP
O CANTADOR DA AMAZÔNIA - Antônio Zacarias de Lira - Boa Vista/AL
O VENTO E A FLOR - Anthony Brito - Macaé/RJ
PAIXÃO E RAZÃO - Djalma Chaves - São Luís/MA
PÉ QUENTE - Daniel Migliavacca - Curitiba/PR
PEÃO VELHO - Grupo Viola de Arame - Cascavel/PR
PERFUMADA - Daniel Migliavacca -CURITIBA PR POCONÉ - Heros Dellavega - Cascavel/PR
POR ONDE A SAUDADE SABE ENTRAR - Reynaldo Bessa - São Paulo/SP
PROSA DE GAITA E VIOLA - Jean Michel e Nelson Walker - Sarandi/PR
RABECANDO - Fernando Deddos e Rodrigo Capistrano - Curitiba/PR
RANCHEIRA VIOLADA - Valdir Verona - Caxias do Sul/RS
RENDEIRA - Grupo Sperandires - Osório/RS
SERESTEIRO - Wilson Teixeira - Avaré/SP
SHACKLETON - Grupo Jacarandá Brasileira - Curitiba/PR
SOPRO DO MINUANO - Fernando Deddos e Rodrigo Capistrano - Curitiba/PR
TEU AMOR - Vavá Ribeiro - Teresina/PI
TRINDADE - Guilherme Costa - Paranaguá/PR
TUDO É MARACATUDO - Tavinho Limma - Ilha Solteira/SP
UM MIGUILIM - Grupo Nhambuzim - São Paulo/SP
VELHO OSCO - Tiago Souza e Grupo - Vera Cruz/RS

1ª Mostra de Filmes e Documentários

O Museu de História e Arte Hélenton Borba Côrtes, da Secretaria Municipal de Cultura, vai promover entre os dias 16 e 22 de maio a 1ª Mostra de Filmes e Documentários. As exibições serão sempre às 20h, na Sala Joubert de Carvalho (anexa à Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Netto). A entrada é gratuita. O evento integra a programação da 9ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Ministério da Cultura por meio do Instituto Brasileiro de Museus.

Na abertura do evento será exibido o documentário “As lentes de Kenji”, que tem direção do jornalista Antonio Roberto De Paula. A obra faz uma homenagem a um dos primeiros fotógrafos de Maringá, o Sr. Kenji Ueta, narrando a saga da família desde o Japão, passando pela viagem no navio Santos Maru, a vinda ao Brasil em 1933, o trabalho nas fazendas paulistas, o início da carreira como fotógrafo e a vida em Maringá.

No dia 17/05, outro documentário do mesmo diretor traz informações sobre a política do Município desde sua emancipação até 2005. “Crônica democrática de uma cidade brasileira” mostra um pouco das eleições municipais de 2004 em Maringá, mesclando as linguagens jornalística, publicitária e cinematográfica.

No dia 18 é a vez de “A Paixão de Cristo – Maringá”, um trabalho de conclusão de curso em Jornalismo pelo Cesumar, defendido por Brenda Caramaschi, Natuza de Oliveira e Victor Cardoso sob orientação de Elaine Guarnieri. O documentário foi vencedor do 4º Prêmio Fundacim de Jornalismo – categoria reportagem de TV e do Prêmio de Comunicação da CNBB 2010 na categoria Clara de Assis, destinada a produções televisivas. Mostra um pouco da história e dos bastidores desta encenação em Maringá.

No dia 19 a Mostra exibe o longa-metragem “23.11.1967: Documentos do Caso Clodimar Pedrosa Lô”, com direção de Eliton Oliveira. O filme lançado em março deste ano e exibido comercialmente nos cinemas locais aborda, por meio de uma compilação de depoimentos, fotos, manchetes de jornais, documentos e ilustrações, o assassinato do menino Clodimar pela polícia local em 1967, um dos casos policiais mais polêmicos da história maringaense. É recomendado para maiores de 14 anos.

No dia 20 é a vez de “Geada Negra”, filme sobre o fenômeno meteorológico de 1975 que destruiu os cafezais de todo o Estado. Até então, o Paraná dependia economicamente da produção de café. O diretor Adriano Justino virá de Curitiba para acompanhar a exibição e conversar com o público presente.

No dia 21 será exibido “O preço da paz”, um filme biográfico sobre Ildefonso Correa – o Barão do Serro Azul, personagem da história nacional que teve importante atuação nas lutas durante a instauração da República, quando evitou a invasão da cidade de Curitiba. Um filme dirigido por Paulo Morelli e premiado em Gramado com três kikitos. É recomendado para maiores de 14 anos.

Para finalizar, no dia 22 será exibido “Jaime: uma história de fé e empreendedorismo”, documentário lançado em 2009 sobre a trajetória de Dom Jaime Luiz Coelho, um dos personagens mais importantes da história de Maringá. Com direção de Everton Barbosa, o documentário traz depoimentos de familiares, colegas, jornalistas e do próprio Dom Jaime.

Com exceção de Paulo Morelli, os diretores dos documentários estarão presentes para um bate-papo ao final da exibição.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Maringá 64 anos

Fotos: Rachel Coelho

As fotos acima foram o máximo que eu consegui registrar durante o desfile de aniversário de Maringá, que ocorreu ontem pela primeira vez à noite e na Avenida Horácio Raccanelo. A realização é da Secretaria Municipal de Cultura e o tema foi o arquiteto Oscar Niemeyer, "o poeta do concreto".

Calcula-se que mais de 20 mil pessoas prestigiaram o evento, um público recorde. Foi simplesmente linda a ala temática, que contou com a participação de mais de 350 artistas da cidade, entre atores e bailarinos. O desfile também teve a ala militar e a ala de convidados.

Os carros alegóricos foram confeccionados por competentes artistas e reproduzem algumas das obras arquitetônicas mais famosas de Niemeyer, como a igreja da Pampulha, a Catedral de Brasília, o Sambódromo e o Museu Oscar Niemeyer.

Um orgulho!

Parabéns, chefe!

Foto: Mayara Gasparoto

Essa é a minha chefe, Sra. Flor de Maria Silva Duarte.
Bailarina, coreógrafa, carioca com sotaque. Ela é a responsável por uma transformação na vida cultural de Maringá, durante sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Cultura, onde está desde 2005. Não se podia esperar outra coisa dela, pois antes de ser secretária já era uma artista muito ativa.
Entre suas principais ações à frente da Semuc estão a criação dos projetos semanais Convite à Música, Convite à Dança, Convite ao Teatro e Convite à Música nos Bairros, dos anuais Samba na Praça, Festival de Teatro do Estudante, Férias Culturais e de um grande apoio às manifestações da Folia de Reis e da Festa Junina do Seo Zico Borghi (que foi registrada como patrimônio imaterial). Além disso, renovou no desfile de aniversário da cidade, instituiu os Clubes de Leitura, uma Gerência de Promoção da Leitura, já apoiou inúmeros eventos e tem outros projetos em andamento.
Um de seus principais feitos foi ter trazido dois concertos do violoncelista Antonio Meneses, considerado um dos melhores instrumentistas do mundo, de graça para Maringá. Aliás, o projeto Convite à Música já é, por si só, um grande feito: concertos de música erudita semanais, gratuitos, em uma cidade tida como country. O melhor é que tem público e um público muito educado, diga-se de passagem.
Pessoa dinâmica, divertida, empolgada e muito, muito culta. Com ela aprendemos algo novo todos os dias, pois sua experiência de vida e na área cultural é vasta. Trabalhar com ela é muito legal, apesar de ser cansativo estar em uma Secretaria com tantos projetos.
Hoje, dia do aniversário de Maringá, Flor também comemora mais um ano de vida. Só me resta desejar-lhe muitas felicidades, muitos projetos, muitas satisfações.

PS: Não estou puxando o saco, pois a Flor não é leitora de blogs. Além disso, quem a conhece sabe que eu só disse a verdade.

domingo, 8 de maio de 2011

Tudo sobre minha mãe


Essa é a minha velhinha. Minha mãe favorita. A melhor mãe do mundo.
Ela tem uma cara de brava e é mesmo. Mas também é um doce, que faz tudo pelos filhos, pelos netos, pelos amigos, pelos bichos, por quem achar que deve fazer.
Canceriana, formada em Direito e em Pedagogia, funcionária pública, mãe de sete filhos (quatro biológicos e três adotivos). Este ano chega na casa dos sex.
Sempre estimulou os estudos, as viagens e as doideiras da filha caçula. A ela devo tudo o que eu sou e muito mais. Aprendi a ser correta e honesta, a amar os bichos, a respeitar as pessoas.
A minha mãe é a minha paixão e não só hoje, mas todos os dias, eu agradeço a Deus por sua existência. Pelo prêmio de ter a encontrado e com ela aprendido a viver.
Já dei muito trabalho e às vezes ainda temos uns desentendimentos, mas o amor entre nós é infinito.
Beijo, mãe! E desculpe por não ter te dado nada hoje. Pensei que o Dia das Mães era no próximo domingo....

sábado, 7 de maio de 2011

Movimento pelo beijo gay numa novela

Considero que o próximo grande passo para a perda de preconceitos e a quebra de tabus no Brasil é um beijo gay masculino numa novela das oito da Rede Globo. Tá, você pode achar uma besteira isso. Uma banalidade. Mas eu não acho. Não no Brasil, onde as novelas tem o peso que tem, passando por grupos de discussão que representam o pensamento de toda uma comunidade.  



Casal gay de "A próxima vítima"
  Não é de hoje que os gays estão no mundo televisivo. Já existiram alguns casais do mesmo sexo em novelas, tanto femininos quanto masculinos, mas o beijo ainda não é aceito pela sociedade. Uma das primeiras discussões foi em "Vale tudo" (1988). 

Você se lembra do casal  Sandrinho (André Gonçalves) e Jefferson (Lui Mendes) em "A próxima vítima" (1995)? O casal não foi aceito, o ator André Gonçalves até foi vítima de agressão na rua. A rejeição voltou em "Torre de Babel" (1998/99) com o casal Rafaela e Leila, vivido por Christiane Torloni e Silvia Pfeifer, cujos personagens acabaram por "explodir" num shopping para resolver o problema da repercussão negativa e do ibope. 


Casal de "Senhora do Destino"
 Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli), de "Mulheres apaixonadas" (2003), tiveram um pouco mais de sucesso. Depois de enfrentar preconceitos durante a novela inteira, no último capítulo rolou um selinho entre as duas. Não por acaso, foi durante uma encenação de "Romeu e Julieta", a clássica história de amor impossível escrita por William Shakespeare.

Em "Senhora do Destino" (2004/05) o foco foi outro. O casal Jenifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie) viveu uma relação estável e adotou um bebê. Parece que o casal feminino é melhor aceito pela sociedade.


Atores gravaram cena de beijo que não foi ao ar
 A maior polêmica gay nas novelas se deu em 2005, na novela "América", quando os atores Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro, que interpretaram Júnior e Zeca respectivamente, gravaram sete vezes uma cena de beijo que não foi ao ar. Quem não ficou frustrado? Lembro-me muito bem que assisti ao último capítulo no Rio de Janeiro, para onde tinha acabado de me mudar. Foi muito podre.


O casal fofo de Ti-ti-ti (que depois virou outro)
De lá para cá, toda novela tem um gay: Thiago Picchi e Fernando Eiras em "Páginas da Vida" (2006/07);   Carlos Casagrande e Sérgio Abreu  em "Paraíso Tropical" (2007), Thiago Mendonça e Luigi Palhares em "Duas caras" (2007/08) e André Arteche) /  Gustavo Leão e Armando Babaioff em"Tititi" (2010), entre outros.
As novelas muitas vezes retratam a vida real, pois a manifestação de amor entre pessoas do mesmo sexo é reprimida em locais públicos, haja vista todas as confusões que ainda ocorrem com casais homossexuais que se beijam em bares e shoppings. Muitas vezes até por segurar na mão já podem ser expulsos do lugar.

Então, colegas: PELO BEIJO GAY MASCULINO EM UMA NOVELA DAS OITO DA REDE GLOBO! JÁ!

PS 1: A Globo vetou o beijo gay até n'Os Simpsons!
PS 2: O ator André Gonçalves voltou a fazer um personagem gay, dessa vez mais afetado, na novela "Morde & Assopra".

União estável é um direito, não importa com quem

Fico comovida em saber que a possibilidade de união estável entre casais homossexuais esteve em discussão e, melhor, foi aprovada essa semana pelo Supremo Tribunal Federal.  É um passo importante para o Brasil, um país predominantemente católico mas que eu não considero tão careta para ficar com leis ultrapassadas em relação a essa questão.

Uma reportagem da Globo.com informa que: "Em julho de 2010, a Argentina se tornou a primeira nação latino-americana a autorizar homossexuais a se casarem e adotarem filhos, desafiando a oposição católica para engrossar as fileiras dos poucos países, em sua maioria europeus, que já contam com leis semelhantes.

Apenas alguns poucos países autorizam o casamento de pessoas do mesmo sexo, entre eles Holanda, Suécia, Portugal, Espanha e Canadá. Nos Estados Unidos, os homossexuais podem se casar apenas em cinco Estados e na capital Washington.

Em dezembro, uma lei aprovada pelos legisladores da Cidade do México concedeu aos homossexuais da cidade os mesmos direitos de casamento e adoção de filhos que os heterossexuais. O Uruguai autoriza casais homossexuais a adotar filhos, mas não a se casar."

Portanto, ainda há muito o que se discutir no Brasil, como o casamento gay e a possibilidade de adoção de filhos por casais homossexuais. Isso é só o começo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Notas de Falecimento

Morreu na madrugada dessa segunda-feira (2) o ator e diretor José Renato Pécora, um dos idealizadores do Teatro de Arena de São Paulo (1953). Ele estava em cartaz em Sampa com o espetáculo "Doze homens e uma sentença".

Em Maringá, perdemos na última sexta-feira (29) um dos precursores do teatro na cidade, o Sr. Astolfo Castanheira Sobrinho. Ele fez parte do grupo de Calil Haddad como ator do Teatro Maringaense de Comédia (TMC). Atuou nos espetáculos "Dona Xepa" e "Society em Baby Doll".

Cada um em sua escala representa uma grande perda para o teatro.

A televisão me deixou burra, muito burra demais

Casamento real, beatificação do ex-papa, morte de Osama Bin Laden ... notícias que já vimos, revimos, cansamos de ver. Estamos sempre sendo bombardeados por notícias trágicas e um bocado de notícia que não fará a menor diferença em nossas vidas.

Enchentes, assaltos, acidentes de trânsito, bebês abandonados, maus tratos aos animais, violência, corrupção, tragédias de toda ordem. E novela, então? É realmente deprimente ver televisão, mas há algo de hipnótico nesse aparelhinho do capeta.

Mas eu não sou do tipo que só fala mal e reclama. A televisão me faz companhia quando fico sozinha em casa. Ligo para evitar o silêncio. Eu tenho medo do silêncio quando ele vem acompanhado da solidão. A TV faz com que eu tenha a sensação de que tem mais alguém em casa.

Por ela fico mais ou menos conectada com o que está acontecendo no mundo e posso me incluir nas conversas alheias. Não que eu realmente faça isso na prática, mas em pensamento eu consigo fazer meu próprio juízo das coisas. Quem assiste Tv é alienado. Quem não vê também. Só depende do ponto de vista.

domingo, 1 de maio de 2011

Lamentável

Assistir a qualquer programa jornalístico tem se tornado algo indigesto. Estou vendo no Fantástico reportagem sobre o abandono de bebês pelas próprias mães. Se uma mulher é capaz de fazer isso contra um ser indefeso que saiu de dentro dela, imagina o que não é capaz de fazer em outras situações.

Eu entendo a mulher que não quer ter filhos ou que não tem condições de criá-los, mas existem outras possibilidades. Se o aborto não pode ser considerado uma opção por não ser legalizado no Brasil, ao menos deixar a criança para adoção é uma ideia mais digna do que jogar a criança no lixo, no rio, na rua. Há muitos casais tentando ter um filho.

Enfim, assistir jornal me deixa triste. Perco a fé nas pessoas (desculpem, eu generalizo mesmo!). Gosto ainda mais dos cachorros. Nem a notícia de beatificação do Papa João Paulo II me anima. Estou curtindo mais as propagandas, andei vendo algumas bem divertidas ultimamente.

...

Dia do trabalho

Em homenagem ao Dia do Trabalhador, hoje eu vou ficar deitada o dia inteiro. O tempo frio colabora para isso. Na cama, embaixo da coberta, prometo pensar sobre o quanto é dura a vida do trabalhador brasileiro, sobretudo aquele que depende do transporte coletivo para chegar à sua segunda casa, que é o trampo. [Sim, porque passamos mais tempo lá do que em nossas próprias casas (se considerarmos apenas o tempo que passamos acordados).]

Pensarei também sobre a "alegria" de ter um feriado como esse caindo num domingo. Para não parecer pessimista, vou me lembrar que no ano que vem cairá na segundona. Fora isso, vou pensar também que o trabalho dignifica o homem, já que com o salário a gente paga as contas (pelo menos uma parte). E vou lembrar que amanhã eu acordo cedo, pego dois ônibus lotados e viajo quase uma hora para chegar no trabalho. Aí eu me aborreço e pego no sono de vez.

sábado, 30 de abril de 2011

A arte de suportar os vizinhos

Final de semana é tempo de entrar em crise com a vizinhança. A maior parte dos meus consegue ter o dom de me incomodar. Na minha rua moram algumas pessoas problemáticas. Vê só o que mais me enche o saco:

O campeão é o rapaz inquieto que entra e sai de moto muitas vezes ao dia, sempre acelerando muito. Quando está em casa, tem sempre um motoqueiro em frente buzinando insistentemente, inclusive de madrugada. Isso faz com que meus cachorros fiquem loucos, pois eles tem uma birra especial pelas pessoas que optaram por esse meio de transporte. O guri também usa carro e adora cantar pneu. Ele parece ser bem querido pelos amigos, mas por mim não é.

Apesar do barulhão que esse menino e seus amigos fazem, certo dia o pai dele ficou incomodado com o uivo do meu cachorro e o chamou de "cachorro do demônio". O fato do cachorro uivar por causa do movimento de seu filho e seu grupinho nem entra em questão. Acho que temos uma coisa em comum: mexeu com os meus filhos, mexeu comigo feio. Ódio!!!

Lembrei que um dos meus vizinhos já ameaçou "dar um tiro na cara" do meu rotweiller quando meu irmão passeava com ele e, depois de escapar da corrente, o bicho desavisado entrou na casa do "colega", que se borrou de medo e jurou o cão de morte se o fato se repetisse. Ele ainda não teve chance de cumprir a promessa, paramos de passear com o cachorro.

O vizinho vice-campeão às vezes ganha o prêmio de mais mala. Tem mania de incendiário, bota fogo todo santo dia. Quase não me irrito quando estendo a roupa no varal e em poucos segundos começo a sentir o cheiro que elas irão adquirir em breve. Imagine! O cheiro de fumaça entra pela casa mesmo quando eu fecho portas e janelas no calor de 30 e poucos graus. Detesto esse cheiro, me dá dor de cabeça e mau humor.

O pior é que eu tenho medo que a fogueira um dia fuja do controle e acabe destruindo a minha casa. Além disso, o cara tem um terreno cheio de entulho e eu tenho certeza que ali surge um monte de bicho escroto que acaba vindo parar na minha casa. Tá, nunca achei nenhum escorpião ou rato no meu quintal, mas continuo com medo daquela bagunça.

Tem também aquela vizinha legal/chata que vive puxando conversa e chama o meu cachorro pelo nome para criar uma falsa intimidade. Às vezes eu tenho vontade de explicar pra ela que não somos amigas só porque moramos na mesma rua. Mas tudo bem, ela não é das piores. Ainda tem o marido que ouve umas coisas esquisitas no som do carro e eu já descobri que andou falando da minha vida por aí.

Aqueles que passam e ficam olhando sua casa como se tivessem perdido algo ali não conta, porque não necessariamente são seus vizinhos. É que hoje em dia todo mundo faz "caminhada" (acharam um motivo saudável para saber tudo o que acontece no bairro - e não só na casa do vizinho).

De todos, o menos ruim é o do meu lado esquerdo. Talvez ajude o fato de ele ser meu irmão e de já ter pulado o muro para pegar a chave que eu esqueci na porta e só percebi depois que tranquei o cadeado do portão. Tá, vizinho pode ser útil às vezes, mas eles bem que podiam não botar fogo nas coisas e nem ouvir música ruim no último volume.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Da saudade

Hoje completa dois meses da morte de minha tia.
Só me dei conta disso no meio da tarde, quando me peguei cantarolando mentalmente a música "Segura na mão de Deus". Foi essa a música da despedida e já não suporto mais lembrar sequer do ritmo dela sem chorar. Era apenas ao som de violino, no que meu irmão chamou de "requintes de crueldade", mas nós nos lembramos da letra e quem conseguiu cantou.

Eu ainda penso muito nela. Todos os dias. Muitas vezes por dia. A ficha ainda não caiu. Todos os dias eu me pergunto porque precisou ser ela, com qual propósito, porque agora. Sinto saudades e penso que há de existir outro lugar. Não é possível que aquela baixinha tenha simplesmente desaparecido.

Eu gostaria de voltar no tempo e visitá-la no hospital para dizer do meu amor, da minha gratidão, da minha admiração. Eu gostaria de voltar no tempo e tirar muitas fotos com ela, levá-la ao teatro, ao cinema, comprar aquela garrafa de café que eu pensei em dar só no aniversário. Eu gostaria de ter perguntado mais da sua história, entendido suas inquietações e ajudado a superar suas tristezas.

Como eu ainda não descobri a voltar no tempo, espero ter aprendido a viver o presente. Uma pena que isso não cure os meus arrependimentos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quem maltrata os animais?

Parafraseando aquela música famosa, eu sempre acreditei que quem não gosta de animais, bom sujeito não é.

Estava lendo uma notícia do ano passado que eu nem sei como apareceu na minha tela e o texto dá conta de uma pesquisa chocante. Especialistas do FBI dizem que maltratar animais é um indício de perigo, pois há uma conexão macabra entre crueldade contra os animais e violência contra as pessoas.

Segundo o FBI, 80% dos assassinos começam matando animais, inclusive na infância. Portanto, mães, fiquem de olho: se o seu filho sente prazer em maltratar cães, gatos e até sapos, talvez amanhã ele possa torturar e matar você.

Leia a matéria no link http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/colunistas/leo-mello/para-chocar-80-dos-serial-killers-comeam-maltratando-animais-na-infncia/

domingo, 24 de abril de 2011

Bigato no bombom

Comecei a Páscoa com o pé direito!
Hoje comprei bombons Sonho de Valsa nas Lojas Americanas e dois deles vieram com bigatos. Fiquei revoltada porque estavam no prazo de validade e a embalagem não indicava que estariam com problemas.
Quero meu dinheiro de volta!!! Já pensou se eu tivesse comprado para presentear alguém? Que mico!!! Ainda bem que esse ano não presenteei ninguém!
E ainda por cima o terceiro bombom veio com uma embalagem nova super difícil de abrir. Será que era para evitar bigatos? Rs.
É praga de irmã mais velha: aconteceu com ela há poucos dias e eu tirei o maior sarro, porque nunca tinha ouvido falar em coisa assim... coisas da vida!!!!

Feliz Páscoa!

Já é Páscoa.
Já é o momento de desejar a todos um domingo maravilhoso, regado a chocolates para comer sem culpa.
A minha cesta já está pronta em cima da mesa e me traz lembranças de páscoas memoráveis, quando eu ainda fazia questão de aprontar o ninho para o coelhinho botar seus deliciosos ovos de chocolate.
Taí uma coisa que aprendi com a minha mãe: sempre incentivar as tradições e cultuar o imaginário das crianças com essas histórias bobas que fazem toda a diferença na nossa formação.
Por isso eu acredito em coelhinho da páscoa. Por isso eu acredito em Papai Noel!
E sou feliz assim, me deixa quieta. Rs.


Esse coelho simpático não é a minha cara?

Não se poderia esperar outra coisa de uma Coelho legítima.
Feliz Páscoa!!!
(Deixa a dieta para depois!)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A saga em busca de uma festa de aniversário – 2

Conversando com os amigos, pensei em fazer uma festa de aniversário tendo os Anos 80 como tema. Afinal, eu nasci no primeiro ano desta que foi uma década marcante na vida de qualquer pessoa que tenha passado por ela.
É possível perceber a importância desse período quando começo a falar sobre isso. A nostalgia é forte, a saudade é imediata e o papo flui como nunca. Todo mundo tem alguma coisa para compartilhar.
É nessas conversas que tenho buscado inspiração, além de estar pesquisando bastante pela internet. Já ouvi coisas bem diferentes, por isso minhas maiores dúvidas dizem respeito a comida, bebida e decoração. Aceito dicas dos oitentistas de plantão.
Devo servir ponche, sodinha, keep cooler, campari, Martini ou batida de vodka com menta? Devo servir apenas guloseimas doces (balas, pirulitos, etc) ou pastelzinho de vento, amendoim e afins? Devo esquecer a comida e ficar apenas com o som + bebida? É brochante pedir para as pessoas irem caracterizadas?
A parte fácil será a trilha sonora, eu gosto de muita coisa daquela época. Parece que o rádio era melhor, talvez o jabá não fosse tão forte quanto é hoje. Enfim ... tanta coisa mudou!
Gentem, dêem opiniões, please! Não que a minha vida se resuma a organizar uma festa, mas será minha primeira vez como “promoter” e quero que tudo dê certo. Se é que você me entende.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tiradentes

Você já pensou em Tiradentes hoje? Naquilo que ele representou para o Brasil? No fato de ser considerado um herói nacional? Ou foi apenas mais um feriado para você?


Placa localizada em Ouro Preto / MG.

Desejo

Ontem eu tive uma vontade imensa de escrever.
Uma poesia, uma peça de teatro, qualquer coisa que não fosse uma reportagem de jornal.
Esses desejos só surgem quando não há papel nem caneta por perto. Então começo a escrever o texto mentalmente e sinto que o resultado é bonito. Ao terminar o rascunho mental, porém, o texto já não existe mais. Tal qual uma peça de teatro, só existiu por aquele momento.
E nunca um texto escrito por mim ficou tão bonito quanto um texto pensado.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

E por falar nisso ...

Descobri no facebook de uma amiga um blog interessante: http://machismomata.wordpress.com/

Foi como eu disse para ela: é bom para ter certeza de que o mundo não tem mais jeito.

Ainda bem que acaba o ano que vem!

# Eu sou gay

Repasso abaixo, com tristeza, o texto postado no blog http://projetoeusougay.wordpress.com/

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

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PS:
Eu já fiz e mandei a minha foto:

terça-feira, 12 de abril de 2011

Galeria Festival de Curitiba - Mostra Oficial

Seleção de fotos dos espetáculos que vi na Mostra Oficial do Festival de Curitiba em 2011.

"Adultério" - Cia. Atores de Laura. Foto: Ricardo Akam

"Antes da coisa toda começar" - Armazém Cia. de Teatro. Foto: Lina Sumizono

"Tathyana"- Débora Colker. Foto: Bruno Tetto

"DNA- Somos todos muito iguais" - Circo Roda. Foto: Henrique Araújo


"Marina" - Cia. PeQuod de Animação. Foto: Emi Hoshi


"Savana Glacial" - Grupo Físico de Teatro. Foto: Juliana Hilal

"Sonhos para vestir" - Sara Antunes. Foto: Emi Hoshi

"Tercer Cuerpo" - Argentina. Foto: Henrique Araújo

"Tio Vânia - aos que virão depois de nós" - Grupo Galpão. Foto: Bruno Tetto

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Galeria Festival de Curitiba - Fringe

Seleção de fotos das peças que vi no Fringe em 2011. As preferidas:


"Oxigênio". Foto: Duke Wellinton


"Vivienne". Foto: Rubens Nemitz

"Sobre dinossauros, galinhas e dragões" (MG). Foto: Rubens Nemitz

"Murro em ponta de faca - Ensaio aberto com Paulo José". Foto: Bruno Tetto

"Espaço Outro". Foto: Kika Dardot


"Ana e o tenente" (SP). Foto: Rogério Nunes

"Ana e o tenente". Foto: Rogério Nunes

"Antes do fim". Foto: Kika Dardot

"Antes do fim". Foto: Kika Dardot

"Antes do fim". Foto: Kika Dardot. Em cena, a maravilhosa Rosana Stavis.

"A pereira da tia miséria". Foto: Rachel Coelho